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Você sabe o que é treinamento concorrente?

Professor, posso treinar musculação e aeróbio no mesmo dia? ” Ou “Professor, faço aeróbio antes ou depois da musculação?.

Nestes últimos anos trabalhando com o fitness algumas das perguntas que se tornaram recorrentes foram: Professor, posso treinar musculação e aeróbio no mesmo dia? ” Ou “Professor, faço aeróbio antes ou depois da musculação?. Muitas vezes esse receio vem de uma palavra que se tornou quase um jingle nas academias, o CATABOLISMO.

Para continuarmos essa nossa conversa, vamos definir o que é catabolismo, que tão somente são processos de degradação de substâncias que contêm quantidades importantes de energia, como polissacarídeos, lipídios, ácidos nucleicos e proteínas que são degradados em unidades menores e com menor quantidade energética como monossacarídeos, ácidos graxos, nucleotídeos e aminoácidos, visando ofertar energia para as nossas atividades diárias.

Tentando elucidar as dúvidas dos nossos queridos alunos a literatura passou a tratar esse assunto como TREINAMENTO CONCORRENTE, ou seja, treinamento de força e treinamento de resistência aeróbia simultaneamente. Analisando os aspectos fisiológicos sabemos que o treinamento de força acarreta inúmeras alterações dentre elas: produção de força muscular, aumento das atividades das enzimas glicolíticas, aumento do estoque de ATP/CP, hipertrofia das fibras musculares, adaptações do sistema nervoso para o recrutamento de unidades motoras. Já o treinamento aeróbio aumenta a quantidade de mioglobina intramuscular, capacidade aeróbia e enzimas oxidativas. Por isso, essas respostas antagônicas podem afetar a evolução das características particulares de cada uma dessas valências fisiológicas ( ROSA, 2011).

Ainda neste assunto a literatura não é precisa. Inúmeros estudos têm sido desenvolvidos para testar se o treinamento concorrente é vilão ou é mocinho. Alguns estudos não acharam interferência no treinamento concorrente, sugerindo que as respostas fisiológicas específicas não alteram o desenvolvimento dos níveis de força. (MCCARTHY et al., 2002; SOUZA, 2007). Em contrapartida, outros autores encontraram diferenças significativas no desenvolvimento de força e concluem que há interferência durante o treinamento (HAKKINEN et al., 2003; LEVERITT et al., 1999; HENNESSY et al., 1994).
Partindo deste princípio, a minha sugestão para você, que assim como eu, leva uma vida fisicamente ativa ou mesmo para quem está saindo do sedentarismo, é que o Treinamento Concorrente parece ser um bom método de treinamento visando melhorias funcionais (resistência aeróbia, hipertrofia muscular). Sempre utilizando do bom senso nos treinamentos, lembrando que o exagero em qualquer parte do mesmo, seja no aeróbio ou no anaeróbio, poderá incidir drasticamente no temido CATABOLISMO, ou até mesmo levar ao overtraining. Esta recomendação talvez não se aplique aos atletas de competição, onde precisaremos de um pouco mais de tempo até que a literatura faça apontamentos mais palpáveis sobre o assunto.

Espero ter contribuído ao menos um pouco para os seus futuros treinamentos, para estas e outras dúvidas procure sempre um professor de Educação Física!

 

 

Autor(es):
Robinson Rodrigues Gomes - Professor de Educação Física.

 

Fonte(s):
HAKKINEN et al., 2003; LEVERITT et al., 1999; HENNESSY et al., 1994).,MCCARTHY et al., 2002; SOUZA, 2007

Fontes:

HAKKINEN et al., 2003; LEVERITT et al., 1999; HENNESSY et al., 1994).,MCCARTHY et al., 2002; SOUZA, 2007

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